Casa Grande - Centro Cultural

Antiga construção do século XVIII.

Encanados

Antiga construção do século XVIII.

Rojão na Brasa

Pronto para servir.

Rojão na Brasa

Pronto para servir.

Venha provar

Da Tranquilidade do Interior.

Bolinho de Frango - Saboroso

Característico do interior.

Encanados

Patrimônio Histórico do Período Colonial.

Mata Atlântica

Natureza Inigualavel.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Breve resumo dos 300 anos da história da região das Minas de Paranapanema.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A Pousada Rural Cordeiro está localizada no Bairro dos Cordeiros município de Capão Bonito - SP, aproximadamente 270 km da capital e 20 km da Sede do Parque Estadual Intervales (mapa de localização) . Possuí uma estrutura simples mas aconchegante onde o visitante poderá desfrutar da tranquilidade da vida no campo.

Composta por 2 edificações em alvenaria com 3 quartos cada, sala de jantar, e cozinha para preparo dos alimentos, na parte externa está cercada por uma bela paisagem, lagos, e uma bela cachoeira.
O visitante poderá conhecer um pouco do sistema de produção agrícola familiar da região, como cultivo do tomate, repolho, abóbora, pessêgo e conhecer um alambique produzindo aguardente.

Para visitar é necessário agendamento antecipado pelo telefone 015 997980520 


Água em abundância

Varanda

Cozinha e Sala de Jantar

Mobiliada

Cozinha para preparo de alimentos

Pousada

Lago 

Quartos bem arejados

Area de lazer com churrasqueira

segunda-feira, 17 de agosto de 2015


Rojão de Ribeirão Grande

Comida típica do municipio de Ribeirão Grande, hoje é conhecida em toda a região pelo seu sabor e forma folclórica como é feito, inventado pelas principais familias do municipio, o rojão é feito de carne suína que tradicionalmente era conhecido como carne socada, e amarrada com taboa, com o passar do tempo foi se aperfeiçoando e nos dias de hoje é conhecido como rojão feito de carne moída. 

Rojão sendo assado na churrasqueira


Histórico

Com a chegada da familia Ferreira no atual municipio de Ribeirão Grande no final do século XVIII, onde viveram basicamente da agricultura de subsistência desenvolvendo uma maneira artesanal na preparação de alimentos feitas com o uso do pilão e o monjolo, entre elas estava a fabricação da farinha de milho, beneficiamento de arroz ou café e o preparo da paçoca. Acredita-se que o rojão tenha surgido nessa época também, onde a carne de porco era socada em pilão até formar uma massa homôgenea em seguida era temperada com sal pimenta e outros condimentos e após um certo tempo era posta em um pedaço de madeira e enrolada por uma taboa, planta tipica de regiões alagadas e bastante comum na região, em seguida levada ao fogo para assar.
Hoje o rojão é bastante difundido na região, mas a forma de preparo foi aprimorada ao longo dos anos por questões de higiêne e de praticidade, ao invés do pilão para socar a carne usa-se a máquina, a taboa foi substituída pelo barbante de algodão e a madeira rústica por madeira de eucalipto roliça como de um cabo de vassoura oriunda de reflorestamentos.
No passado o rojão era preparado normalmente em ocasiões especiais como festas de casamento, final de ano, Páscoa e festas juninas onde as familias do bairro se reuniam para se alegrar.

Forma artesanal e moderna de preparação do rojão de Ribeirão Grande

Taboa


Casa Grande edificação histórica de Ribeirão Grande onde surgiu o rojão



Preparo

O maior segredo está nos ingredientes e no preparo do prato, a seleção da carne é um item não menos importante, geralmente usa-se pernil ou lombo. Escolhida a carne adiciona-se o tempero: alho, cebola, vinagre, sal, limão e cheiro verde, o passo seguinte é a escolha da madeira, que deve ser roliça e sem cheiro, onde a carne é acoplada e amarrada com barbante, em toda sua volta, deixando o espeto em forma de rojão, que da origem ao nome, depois de pronto é levado ao braseiro e assado em aproximadamente 40 minutos.


Rojão sendo assado na churrasqueira

Ingredientes para o preparo de 2 rojões grandes:

1 kg de pernil de porco moído
3 colheres (sopa) de farinha de milho peneirada
1 colher (sopa) de vinagre
½ cebola (bem picada)
1 ovo
5 dentes alho 
½ xicara (chá) de cheiro verde picado
1 limão (suco)
Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:
  • Rojão grande (espeto de 1 metro)
Misture muitos bem todos os ingredientes, trabalhando com as mãos, para que a massa fique bem compactada. Deixe descançar na geladeira por pelo menos uma hora antes de modelar os rojões.

Enrolar a carne em volta do espeto e modelando até ficar na forma de um cilindro. Amarre uma ponta do cordão em uma das pontas do rojão e enrole em volta prendendo a carne no espeto do rojão.

Agora é só levar à churrasqueira.
  • Rojãozinho (espeto de 28 cm)

Também é possível fazer os mini rojões ou rojãozinho, utilizando palitos de espetinhos de 28 cm em saquinhos de geladinho.
Encher os saquinhos com a carne moída ja temperada e em seguida inserir os palitos no meio tomando o cuidado para não furar o fundo do saquinho, deixando um espaço para amarrar a ponta do plástico, em seguida levar para congelar, para assar é só cortar o plástico do rojãozinho congelado usando uma faca afiada e levar ao fogo, não tente remover o plástico se o rojãozinho estiver descongelado, outra possibilidade bastante usada pelas pessoas da região é deixar o rojãozinho congelado na parte mais alta da churrasqueira para um pré-cozimento, depois remover o plástico.

Rojãozinhos em pré cozimento


Rojãozinho na churrasqueira em Capão Bonito




domingo, 16 de agosto de 2015

Bolinho de Frango Capotado

Bastante comum na região de Capão Bonito é o famoso "Bolinho de frango" ou "Capotado", sendo encontrado em quase todos os bares e lachonetes do municipio, segundo informações históricas dos antigos esse bolinho surgiu no atual distrito do Gramadinho municipio de Itapetininga e foi bastante difundido pelos viajantes que paravam para tomar um café. 

Bolinho de frango Capotado


Histórico

É provável que o bolinho de frango tenha surgido por volta de 1905, pela familia do Sr. Odilon, famoso comerciante que fez a fama vendendo os bolinhos em seu comércio localizado as margens da Rodovia SP - 127 que liga Itapetininga a Capão Bonito,  ja faz alguns anos que o Sr. Odilon faleceu mas hoje o comércio é administrado por um de seus descendentes. 
No ano de 1985 o jornal "O Estado de São Paulo" fez uma matéria a respeito do bolinho de frango do Gramadinho, segue abaixo: 

Faz 80 anos que o bolinho de frango sustenta a família Bicudo-Freitas, moradora no distrito de Gramadinho, lugarejo que fica a 23 quilômetros de Itapetininga, no interior do Estado de São Paulo. A família faz bolinhos e vende e, nessas oito décadas, muita gente famosa provou o bolinho e gostou, fazendo com que sua fama ultrapassasse os limites do município, do Estado e até mesmo do Brasil.
“O bolinho foi o carro-chefe de meus negócios”. Assim diz Odilon de Freitas, 72 anos, agora completamente realizado e com situação econômica satisfatória, ao lado de seus 10 filhos, cinco homens e cinco mulheres, 23 netos e 3 bisnetos.
Durante 40 anos, em seu bar – São Cristóvão -, naquele distrito de pouco mais de 1.200 habitantes, ele vende bolinho de frango, feito pelas mãos hábeis de sua esposa, antônia Deoclécia. Nesse mesmo lugar –de 1905 a 1940 -, seu sogro Paulino Bicudo, em um pequeno armazém, além de secos e molhados, vendia também os bolinhos que fazia aos viajantes que conduzindo tropas de burros, seguiam para São Paulo, procedentes do Rio Grande do Sul. Com o surgimento da estrada, o armazém tornou-se parada obrigatória de ônibus, cujos passageiros ali se alimentavam. O bolinho de frango, feito com carinho, era o prato principal e foi ganhando fama a ponto de muitos levarem-no sob encomenda.
Feito com frango caipira, bem limpo, e tendo como ingredientes polvilho, ovos, cheiro-verde e manjerona, além de farinha de milho de monjolo, o bolinho continua fazendo sucesso até hoje, desde que Paulino Bicudo o lançou no mercado”. Odilon lembra que os ônibus internacionais que seguiam para Argentina e Uruguai, mesmo que já tivessem parado em Itapetininga ou Capão Bonito, para as refeições, estacionavam por alguns minutos ali para que os passageiros comprassem aquele delicioso petisco. Recorda-se também que políticos como Júlio Prestes, Getúlio Vargas, Adhemar de Barroas, Costa e Silva e Laudo Natel, além de Luiz Carlos Prestes – em 1932 – comeram bolinho de frango em Gramadinho, isto sem contar artistas de teatro, rádio e televisão, que “gostaram muito da iguaria”.
Um dos filhos de Odilon, o Cristóvão, lembra com emoção que, estando uma vez nas ruas de Assunção, foi surpreendido por um paraguaio que perguntou pelo bolinho de frango de Gramadinho e também quando funcionário conduzido num carro oficial da Argentina, “mandou fritar quase duas dúzias de bolinhos para leva-los de presente ao então presidente Juan Domingos Peron”.
Odilon Freitas garante que poderá deixar tranquilo o negócio e transferi-lo para qualquer de seus dez filhos “sem que o bolinho sofra qualquer alteração”, porque “todos eles sabem a receita e continuarão no ramo...”.
Gramadinho, que vive exclusivamente da agricultura, com destaque para o milho, está localizado ás margens da rodovia Bandeirantes, entre Itapetininga e São Miguel arcanjo, a SP-127, que liga o Planalto ao Litoral Sul do País. 




"O Estado de São Paulo" edição de 28/11/1985





Receita 

A receita do famoso bolinho de frango do Gramadinho usada pela Dona Antonia Deoclécia era esta:
  • Ingredientes:
1 frango “caipira” grande
3 litros de farinha de milho – ela mesma fazia no seu próprio monjolo -
150 gramas de polvilho
3 ovos - de galinha caipira
cheiro verde
salsa
manjerona
cebolinha verde
alfavaca à vontade
sal a gosto
gordura ou óleo vegetal de boa qualidade.
  • Preparo:
Picar o frango em pedaços iguais - lavar bem, temperar, com cebola e sal e  colocar para cozinhar com bastante água. 
Essa água depois será utilizada como molho. 
Enquanto o frango cozinha, prepara-se a massa.
  • Massa: 
Comece, umedecendo a farinha, colocando-a amontoada no centro de uma bacia grande.
Dentro da bacia, coloque de um lado o polvilho e os ovos e, de outro, o cheiro verde e demais temperos. 
Quanto o frango já estiver cozido, pegue a água utilizada no cozimento (molho), deixe esfriar e então junte aos temperos.
A seguir, misture tudo ao polvilho  e à farinha umedecida.
Amasse bem, até que a mistura ganhe uma boa consistência.
Com uma escumadeira, pegue um pouco de massa e sobre ela coloque um dos pedaços de frango, cobrindo-o totalmente de massa com a ajuda de uma colher.
Prepare os pedaços de frango dessa maneira, formando os bolinhos, e coloque-os a fritar em fogo brando.
Não coloque muitos bolinhos para fritar ao mesmo tempo, porque eles poderão grudar e estragar.
O fogo, que começou brando, com a gordura não muito quente, deve ser aumentado gradativamente até que os bolinhos estejam bem fritos. 

(Jornal "O Estado de São Paulo" edição de 27 de Novembro de 1985)
Mais um atrativo para o visitante apreciar na região de Ribeirão Grande, é o famoso queijo parmesão, qual vem sendo produzido em uma propriedade a menos de 10 km da cidade, mais precisamente no caminho para o Parque Estadual Intervales.
Este tipo de queijo tem suas origens na Itália onde é bastante apreciado na culinária italiana, especialmente como queijo ralado, e vem ganhando espaço nas mesas do povo da região. 
Seu sabor curado forte, traz uma característica unica comparado com outros queijos produzidos na região.

Embalagen do parmesão

Embalado a vácuo

Fazenda onde é feito o parmesão


Os encanados são estruturas ou muralhas de pedras construídas nas margens dos rios e ribeirões onde eram feita a lavagem do ouro, são considerados a maior evidência da antiga exploração de ouro do período colonial deixada pelos antepassados na nossa região, embora grande parte dessas estruturas estejam desconhecidas, tomadas pela floresta muitas das vezes dando a impressão de nunca ter sido explorada antes. O material mais utilizado na construção eram blocos de diabásio, um material de alta resistência formado pela cristalização de magma vulcânico, bastante comum no curso desses rios, este tipo de rocha é conhecido popularmente como “Pedra Capote”, Durante o processo de construção das muralhas, as pedras eram sobrepostas uma sobre a outra levando em conta seu formato até formar uma muralha. Outros tipos de pedra como Filito e Quartzo, também foram empregadas na construção dessas estruturas, porém com menos freqüência, o tamanho das pedras utilizadas variavam de tamanho, desde pedras pequenas entre 1 a 10 kg até pedras de 200 kg como nas figuras abaixo.



  

   Encanados no Arraial Velho   

      

        















          

            
Fotos: Junior Intervales 
É possível conhecer um pouco mais da história da exploração de ouro de aluvião na região, mediante agendamento prévio no Parque Estadual Intervales pelo email: pe.intervales@fflorestal.sp.gov.br
Abaixo algumas das trilhas
Encanados (Evandro Monteiro)
  • Trilha dos Encanados
Esta trilha atravessa um trecho de mata primária, sendo possível observar os vestígios de escavações, contruções de encanados ao longo do rio e outras intervenções do ciclo do ouro, ao longo da trilha tambem é possivel observar importantes espécies vegetais e animais como o Mono-carvoeiro.
Tempo aproximado: Meio período
Nivel de dificuldade: Médio
Percurso: 4 km (ida e volta)
  • Casa Grande (Ribeirão Grande)
Este é um dos principais atrativos históricos da região, construída no final do século XVIII, feita em taipa por escravos. Recentemente passou por um processo de restauração e esta aberta a visitação diariamente, nela há um belo acervo de objetos ligados ao tropeirismo e a história local.
Horário de funcionamento: 08:00 ás 17:00 de Segunda a Sexta.
Localização: está localizada aproximadamente 1 km do centro de Ribeirão Grande, próximo a estrada de acesso ao Parque Estadual Intervales, sendo uma opção a mais para quem visita o parque.
Encanados (Evandro Monteiro)
Essa edificação foi construída por volta de 1780, fase final do ciclo do ouro na região, durante esse período muitos exploradores deixaram a região das minas partindo para outras localidades em busca de novas descobertas, outros porém partiram para as atividades agrícolas, ocupando pouco a pouco as terras produtivas dos atuais muncicípios de Capão Bonito, Guapiara e Ribeirão Grande. Segundo dados históricos do antigo proprietário da Casa Grande, essas terras haviam sido lhe concedidas como sesmaria pelo Governador Geral da Capitânia de São Paulo "Martim Lopes Lobo de Saldanha", mediante requerimento na Câmara de Itapetininga. 

Casa Grande em Ribeirão Grande (Junior Intervales)
Carta de Sesmaria das terras de Ribeirão Grande (Junior Intervales)

sábado, 15 de agosto de 2015




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Já fiz: Espeto de Rojão: . Mais uma tradicional receita da nossa cozinha caipira, o tal do Espeto de Rojão. Feito de carne de porco, a receita original contem ...